O mundo da informação digital e a arquivologia

30/08/2011 at 12:05 Deixe um comentário

A web colaborativa reforça uma nova oferta de serviços online. Não temos mais um conceito único para informação e hoje estas informações podem ser utilizadas em diversos ambientes, como nas instituições de ensino, empresas e governos.

Esse novo mundo 2.0 é espelhado através da informação orgânica, registro da inteligência coletiva, das decisões das pessoas e instituições e do relacionamento profissional entre indivíduos. Estas são características das informações arquivísticas.

É a prova da ação humana e o registro de suas atividades nos processos. O foco da arquivologia 2.0 deixa de ser somente as organizações e passa ser a ação humana, via sistemas de informação, nessas organizações.

Tanto é fato que a gestão do conhecimento corporativo (GC), por exemplo, registra hoje o que está acontecendo entre as pessoas nas empresas e entre estas e as próprias instituições. Este é o diferencial competitivo maior das empresas, as que registram o conhecimento são mais destacadas em inovação e são mais valorizadas no mercado e na sociedade.

O e-mail hoje é o documento mais importante nas empresas, é uma evidência sempre considerada. Aliás, este passa a ser o desafio diário das empresas e dos profissionais da informação. Como incorporar o e-mail como um documento digital no universo corporativo? A colaboração corporativa, indivíduos relacionando-se numa comunidade virtual é hoje o destaque deste mercado corporativo.
O arquivista, profissional da informação e responsável pelos documentos e informações orgânicas de uma instituição, deve pensar na classificação e estruturação dessa informação, além da própria temporalidade, da preservação digital e do tamanho limitado dos servidores para registrar as informações.

Técnicas como o GED (ou Enterprise Content Management), plataformas com os requisitos de suporte arquivístico a documentos eletrônicos; a classificação – que muitas vezes segue fluxos organizacionais; a temporalidade – o prazo que cada documento deve ficar sob custódia da instituição e a descrição arquivística – que é orientada por normas nacionais e internacionais, devem fazer parte da formação do profissional da informação.

Este novo profissional arquivista não pode ter medo da tecnologia, deve dominar o vocabulário da área e entender as diferentes tecnologias da informação. Afinal, precisamos dela cada vez mais em nosso cotidiano, seja elaborando mecanismos de descrição arquivística, técnicas de localização de documentos ou até sistemas de registros de protocolo.

A tecnologia envolve a razão e isto é uma forma de conhecimento. E hoje não se vê mais a gestão do conhecimento, dos arquivos e de conteúdos sem a tecnologia. Aliás, sabe-se que estas gestões são implantadas somente através de sistemas que apoiam seu processo de geração, classificação, utilização e custódia. Afinal, a tecnologia, o conhecimento humano e a informação sempre andaram juntas.
Publicado originalmente no Webinsider

Entry filed under: Arquitetura de Informação, Arquivistica, gestão do conhecimento, informação digital, inteligência coletiva, Tecnologia da Informação. Tags: , , , , , , .

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