A nuvem da internet está na cabeça do arquivista 2.0

14/02/2009 at 23:14 Deixe um comentário

Atendi ao chamado para Consulta Pública do Esquema de Metadados do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos – e-Arq Brasil – Versão 1.Todo mundo pode atender ao chamado também, está publicado no site Conarq.

Este esquema tem por objetivo integrar a Parte II do e-Arq BRASIL – Versão 1, estabelecendo um conjunto de 79 elementos essenciais de metadados, destinados a:

* identificação do documento;

* gerenciamento do seu ciclo de vida;

* organização em um plano de classificação associado a uma tabela de temporalidade e destinação;

* identificação dos agentes envolvidos nas ações de gestão de documentos e informações referentes ao objeto digital para administrar ações de preservação.

Ou seja, a partir de então, será um esquema a ser utilizado pelos arquivistas brasileiros para desenhar novos sistemas, avaliar e escolher softwares que gerenciem documentos digitais. Olhei com olhos de quem estudou bastante a questão da criação de perfis de metadados na graduação e até hoje utiliza tal recurso no mundo dos portais corporativos.

Este esquema pode ser importante por estabelecer um perfil único. Ou seja, vamos no caminho da padronização, coisa possível internacionalmente com o uso do Dublin Core. Mas o DC, com seus 15 elementos atigem os metadados principais, este esquema do Conarq é mais abrangente e mais arquivístico analisando seus elementos essenciais.

Especificamente sobre a proposta do Conarq faço duas observações importantes:

1) A tendência da tecnologia da informação é o aumento do uso dos chamados softwares que estão na “nuvem” da internet. Ou seja, em breve os documentos estarão soltos pela internet, necessariamente não possuirão uma localização física num servidor exclusivo.

Dúvida? Uso há muito o Google Docs, oquei, é um servidor do google, mas na verdade pouco importa, não sei onde fica este servidor, está na nuvem. Como o arquivista 2.0 se preocupa com isso? Tenho uma URL e esta é a única forma de localizar aquele documento.

2) Os metadados pode também indicar se o software é open source ou não. Qual a importância disso? Se tivermos este metadado, saberemos como tratar este item em relação a preservação digital. Você sabe que softwares proprietários podem representar o fim da legibilidade de um documento se a empresa que fabrica este software falir, não?

Esses dois itens são pertinentes, focados em tendências da tecnologia (vamos olhar para a frente) e são importantes para o tratamento que o arquivista 2.0 vai dar a seu acervo digital.

CDs, servidores e formas de armazenagem estão alterando de forma considerável e a nuvem da internet está na nossa cabeça. Acredito que tenhamos de ver um pouco a frente para não ter que rever em breve nosso esquema de metadados brasileiro.

E você, já pensou no esquema de metadados de seus arquivos digitais? Sabe que essa é uma missão do arquivista 2.0?

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Entry filed under: Arquivista, Conarq, Gestão da Informação, metadados, Tecnologia da Informação.

Tem informação de gestão? Coloca no cockpit! A Meta-preservação da informação digital primitiva

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