O Arquivista como curador da Informação Digital

02/12/2014 at 15:19 1 comentário

digitalworldUm dos papéis de um curador da informação digital é gerenciar o conteúdo de ambientes digitais. A Gestão de Conteúdo, que nada mais é que o gerenciamento de informações, foca em captação, ajuste, distribuição e gerenciamento dos conteúdos para apoio ao processo de negócios (através de ambientes digitais e SIGAD) de toda a empresa ou instituição.

Esses conteúdos podem ser estruturados ou não, procedentes de diversos sistemas, como de imagem, Gerenciamento de Documentos (GD), bancos de dados, arquivos nos diretórios das máquinas dos colaboradores e de qualquer outro arquivo digital como som ou vídeo. É nessa pra que pode ocorrer a curadoria de conteúdo, a edição de conteúdo objetivando a publicação de uma informação nova. O objetivo é oferecer acesso a todos aos conteúdos da empresa através de uma interface única baseada em browser.

Para tanto, o curador digital precisa atentar para as funcionalidades essenciais de gestão de informações no ambiente digital:
– Gestão de usuários
– Criação, edição e armazenamento de conteúdo em formatos diversos (html, doc, pdf, etc);
– Uso de metadados
– Controle da qualidade de informação (workflow)
– Classificação, indexação e busca de conteúdo
– Gestão da interface com os usuários (arquitetura da informação)
– Gravação das ações executadas sobre o conteúdo

Além do mais, o arquivista, agora curador digital, deve participar e acompanhar o processo de planejamento da campanha de lançamento e sugerir ao departamento de marketing ou agência da instituição ações participativas e estimulantes. Vale, por exemplo, concurso para escolher o mascote do portal, o nome de determinada área e, claro, o devido treinamento para utilização dos recursos do portal.

Visão de futuro

Não existe uma fórmula, mas para o arquivista, aqui então caracterizado como um profissional da informação e um curador digital, surge a possibilidade de integrar e comandar equipes em todas as fases do processo de implantação ambientes digitais, seja antes disso, quando da necessidade de estabelecer a gestão documental, seja na fase de planejamento e levantamento de informações, seja no processo de implementação e até na divulgação e estímulo ao uso da gestão do conhecimento nas corporações.

O toque do arquivista
Os documentos hoje nascem, são utilizados e morrem no meio digital. Está na hora de pensarmos nisso. Não temermos os avanços tecnológicos. Os sistemas de GD e GED hoje já fazem parte da realidades dos arquivistas, portanto, já é necessário avançarmos mais um passo à gestão do conteúdo e do conhecimento, dando o nosso “toque” de organização a estes ambientes digitais. Somos os curadores das informações digitais.

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1 Comentário Add your own

  • 1. Sandra  |  02/12/2014 às 16:23

    Ótimo artigo! Abs Sandra

    Resposta

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