Posts filed under ‘metadados’

Sobre o Decreto de Digitalização das Faculdades particulares

O governo Temer lançou o DECRETO Nº 9.235, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2017, relativo ao MEC (Ministério da Educação), que trata da fiscalização das instituições privadas de ensino. Parte desta legislação prepara terreno para a digitalização desenfreada, não garantindo formas de preservar a longo prazo seu acervo digitalizado.

Em seu Art. 21, afirma que “Observada a organização acadêmica da instituição, o PDI conterá, no mínimo, os seguintes elementos:

VIII – projeto de acervo acadêmico em meio digital, com a utilização de método que garanta a integridade e a autenticidade de todas as informações contidas nos documentos originais;”

Isto refere-se ao processo de Plano de Desenvolvimento Institucional que deverá incluir um plano de digitalização de documentos este artigo não cobra requisitos básicos existentes hoje nos modelos SIGAD e DC-Arq.

Mais adiante, dita regulação em seu Art. 104 afirma o seguinte: “Os documentos que compõem o acervo acadêmico das IES na data de publicação deste Decreto serão convertidos para o meio digital, mediante a utilização de métodos que garantam a integridade e a autenticidade de todas as informações contidas nos documentos originais, nos termos da legislação.

Parágrafo único. O prazo e as condições para que as IES e suas mantenedoras convertam seus acervos acadêmicos para o meio digital e os prazos de guarda e de manutenção dos acervos físicos serão definidos em regulamento a ser editado pelo Ministério da Educação.”. Esta

Porém, pela atual legislação brasileira, a única forma de conversão de formato para garantia de autenticidade é por meio da Microfilmagem. LEI Nº 5.433, DE 8 DE MAIO DE 1968.

Ainda, a Lei da digitalização Nº 12.682, DE 9 DE JULHO DE 2012, afirma em seu Art. 6o que “Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de acordo com o disposto na legislação pertinente.”

Logo, as IES deverão manter sob sua custódia, além de seus documentos digitalizados conforme expressa o decreto, os documentos originais, sob pena de infrigirem a legislação atual existente.

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28/01/2018 at 10:33 Deixe um comentário

Digitalizar a coisa certa: para cada usuário a informação que precisa

13/10/2017 at 11:22 Deixe um comentário

Você está escutando tudo o que seu cliente diz?

Cada busca realizada gera um log, onde fica registrado o termo procurado, além do dia e hora em que a busca foi realizada. Tal dado se for tratado em seu nível de registro é exatamente isto, apenas um dado. Porém, ao criar uma metodologia de análise de logs de busca, podemos levantar fluxos de interesse e impactos de sazonalidades, propor melhorias semânticas e criar uma política de sinonímia e melhoria de resultados para estes usuários.

Há algum tempo fomos provocados por um cliente a analisar seus dados de busca. Eram cerca de 75.000 registros semanais, que observados de forma não estruturada, formavam uma verdadeira colcha de retalhos com desejos, funcionalidades, informações e produtos, dispostos de forma aleatória. Ao aplicarmos uma abordagem de Big Data, estes dados passaram a ser tratados como informação preciosa para este cliente.

Criamos uma metodologia capaz de avaliar não só o comportamento dos hits de busca, mas também o que ocorria na “cauda longa” dos logs registrados em seu buscador. Com base na análise dos termos buscados foram estabelecidas categorias macro de buscas relativas ao negócio do cliente. E, a partir disso, foi possível criar grandes grupos informacionais de interesse, indicando as principais tendências de comportamento do usuário naquele sistema de busca.

O tratamento de grande volume informacional possibilita identificar de forma reativa os fluxos de interesse, indicando flutuações em relação ao que é ofertado. Tal avaliação levada à cabo semanalmente ou mensalmente é capaz de indicar os impactos de sazonalidades e pontos de atenção para a equipe de marketing da empresa.

Na minha empresa desenvolvemos esta metodologia como um dos nossos produtos e aplicamos esta avaliação em clientes como um aplicativo de refeições e uma instituição do Sistema S que lida com grande volume de informações.

Em ambos, foi possível melhorar a taxonomia de seus produtos, levar melhor resultado para o usuário e desenvolver conteúdo útil para o ambiente digital. Estes itens são observados em outras frentes de atuação e são da prática de marketing, porém quando originados na análise de logs de busca acompanha uma característica de linguagem natural, trazendo uma abordagem emergente às informações para as áreas de inovação e de produtos.

Um exemplo prático é a criação de anéis de sinônimos para a busca, recurso capaz de propor melhorias semânticas nos conteúdos e que amplia a resposta ao usuário no momento de sua pesquisa. O Brasil, um país de dimensões continentais, possui uma variedade enorme de usos de sua língua, e a análise de logs é capaz de indicar novos grupos de similaridades que necessariamente não são abarcados pelos recursos nativos das ferramentas de busca.

Assim, estrutura-se uma taxonomia capaz de suportar melhor as sinonímia originadas pelos usuários, e não somente pela teoria acadêmica de conteudistas ou cientistas da informação. O cuidado com o que o usuário busca, criando inteligência a partir de dados desestruturados, melhora, também, os processos de funis de compras que necessariamente não tenham sido considerados ou mapeados.

Muitas vezes um termo buscado teve origem longe do aplicativo ou ambiente digital do cliente. A resposta a ser dada é tanto importante quanto manter este cliente e converter sua compra a ponto de deixá-lo satisfeito.

A melhoria de resultados vem, portanto, de uma taxonomia que reflete o próprio usuário, seu modelo mental, sua amplitude cognitiva e melhora a experiência deste na busca por aquilo que vai satisfazer seu desejo de compra ou de informação.

Do lado do negócio, aprende-se a escutar um pouco mais o usuário, desta vez juntando a intenção de diversos clientes, indicando por meio de um grande volume e variedade de dados, numa velocidade importante aos negócios, tendências de consumo, produtos mais queridos e os segredos da cauda longa, o que já pode ser um diferencial de negócio.

13/05/2017 at 11:15 Deixe um comentário

Um pouco sobre a busca

Sempre me perguntei como funcionava os sistemas de busca. Hoje trabalho um pouco com isso, seja criando taxonomias ou definindo plataforma tecnológica para clientes. Procuro traduzir um pouco do que sei numa linguagem mais simples, será que consegui? Veja mais 🙂

Continue Reading 01/02/2012 at 21:14 2 comentários

Arquivologia 2.0 vira livro

Será lançado no próximo Congresso Nacional de Arquivologia o livro Arquivologia 2.0 que nasceu deste blog.

Continue Reading 25/09/2010 at 19:59 3 comentários

Um pouco sobre Arquitetura de Informação, Portais e Arquivistas

Mais apontamentos sobre Arquitetura de Informação, Portais e Arquivistas, no caminho de encontrar similaridades possíveis.

Continue Reading 06/04/2010 at 19:27 4 comentários

Da descrição ao menu do site: nem todo mundo é arquivista

Muito bem, já temos um arquivo permanente, tratado, arranjado e agora quero divulgar. Calma, você precisa pensar muito bem nisso. A Descrição como elemento de marketing para divulgação de sites de instituições arquivísticas.

Continue Reading 15/12/2009 at 12:14 Deixe um comentário

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