Você está escutando tudo o que seu cliente diz?

Cada busca realizada gera um log, onde fica registrado o termo procurado, além do dia e hora em que a busca foi realizada. Tal dado se for tratado em seu nível de registro é exatamente isto, apenas um dado. Porém, ao criar uma metodologia de análise de logs de busca, podemos levantar fluxos de interesse e impactos de sazonalidades, propor melhorias semânticas e criar uma política de sinonímia e melhoria de resultados para estes usuários.

Há algum tempo fomos provocados por um cliente a analisar seus dados de busca. Eram cerca de 75.000 registros semanais, que observados de forma não estruturada, formavam uma verdadeira colcha de retalhos com desejos, funcionalidades, informações e produtos, dispostos de forma aleatória. Ao aplicarmos uma abordagem de Big Data, estes dados passaram a ser tratados como informação preciosa para este cliente.

Criamos uma metodologia capaz de avaliar não só o comportamento dos hits de busca, mas também o que ocorria na “cauda longa” dos logs registrados em seu buscador. Com base na análise dos termos buscados foram estabelecidas categorias macro de buscas relativas ao negócio do cliente. E, a partir disso, foi possível criar grandes grupos informacionais de interesse, indicando as principais tendências de comportamento do usuário naquele sistema de busca.

O tratamento de grande volume informacional possibilita identificar de forma reativa os fluxos de interesse, indicando flutuações em relação ao que é ofertado. Tal avaliação levada à cabo semanalmente ou mensalmente é capaz de indicar os impactos de sazonalidades e pontos de atenção para a equipe de marketing da empresa.

Na minha empresa desenvolvemos esta metodologia como um dos nossos produtos e aplicamos esta avaliação em clientes como um aplicativo de refeições e uma instituição do Sistema S que lida com grande volume de informações.

Em ambos, foi possível melhorar a taxonomia de seus produtos, levar melhor resultado para o usuário e desenvolver conteúdo útil para o ambiente digital. Estes itens são observados em outras frentes de atuação e são da prática de marketing, porém quando originados na análise de logs de busca acompanha uma característica de linguagem natural, trazendo uma abordagem emergente às informações para as áreas de inovação e de produtos.

Um exemplo prático é a criação de anéis de sinônimos para a busca, recurso capaz de propor melhorias semânticas nos conteúdos e que amplia a resposta ao usuário no momento de sua pesquisa. O Brasil, um país de dimensões continentais, possui uma variedade enorme de usos de sua língua, e a análise de logs é capaz de indicar novos grupos de similaridades que necessariamente não são abarcados pelos recursos nativos das ferramentas de busca.

Assim, estrutura-se uma taxonomia capaz de suportar melhor as sinonímia originadas pelos usuários, e não somente pela teoria acadêmica de conteudistas ou cientistas da informação. O cuidado com o que o usuário busca, criando inteligência a partir de dados desestruturados, melhora, também, os processos de funis de compras que necessariamente não tenham sido considerados ou mapeados.

Muitas vezes um termo buscado teve origem longe do aplicativo ou ambiente digital do cliente. A resposta a ser dada é tanto importante quanto manter este cliente e converter sua compra a ponto de deixá-lo satisfeito.

A melhoria de resultados vem, portanto, de uma taxonomia que reflete o próprio usuário, seu modelo mental, sua amplitude cognitiva e melhora a experiência deste na busca por aquilo que vai satisfazer seu desejo de compra ou de informação.

Do lado do negócio, aprende-se a escutar um pouco mais o usuário, desta vez juntando a intenção de diversos clientes, indicando por meio de um grande volume e variedade de dados, numa velocidade importante aos negócios, tendências de consumo, produtos mais queridos e os segredos da cauda longa, o que já pode ser um diferencial de negócio.

13/05/2017 at 11:15 Deixe um comentário

Vamos mudar como interagimos com os mecanismos de busca?

chatAs vezes buscar a informação certa pode ser um trabalhão. Será que vamos mudar a forma que interagimos com a busca da informação?

Onde você busca informações? Geralmente buscamos informação utilizando o serviços como o Google ou até redes sociais. Digamos que você está procurando um emprego como bibliotecário. Onde você começa? A maioria das pessoas provavelmente começará com uma pesquisa no Google. Uma pesquisa com as palavras “empregos bibliotecario em São Paulo” na caixa de pesquisa traz, para meu algoritmo, cerca de 395 mil resultados.

Um motor de busca na Internet permite a qualquer pessoa procurar praticamente qualquer coisa. No entanto, quando se quer aprofundar em determinado domínio existem limitações. Buscadores como o Google ou Bing não refinam seus resultados. O negócio deles é dar tantas possibilidades quanto possível, mas não com a assertividade que as vezes realmente se precisa. Agora cabe a você peneirar todos os sites que o Google trouxe até sob sua pesquisa.

Para escolher o conteúdo definitivo, vagas de bibliotecário em São Paulo, você terá que clicar em cada site e provavelmente terá que fazer mais algumas pesquisas nos links acessados para começar a obter as informações que você estava pesquisando em primeiro lugar. É preciso tempo e esforço para realizar buscas na web com acurácia.

Agora que surge uma aplicação que pode auxiliar neste processo. Os chatbots começaram a ser utilizados recentemente por empresas e marcas para interagir com seus clientes diretamente pelos programas de comunicação instantânea. Com um robô integrado ao Messenger capaz de interpretar e responder as perguntas escritas pelos usuários, as lojas online já podem até mesmo atender a pedido de encomenda feito pelo chat do Facebook.

O uso de chatbots na busca, pode trazer uma forma de facilitar a busca pelas respostas ideiais. Em vez de apenas listar centenas de milhares de resultados de pesquisa, chatbots especializados em diferentes domínios podem fazer o trabalho duro para você, interagindo com seu usuário.

Chatbots estão surgindo em todos os lugares. Se quer conversar sobre carros, fale com o Henry. Batizado em homenagem a Henry Ford, a solução é um chatbot que conversa com o usuário, respondendo a perguntas sobre problemas técnicos e até mesmo comparativos entre modelos de carro. Conheça o Henry. Acompanho iniciativas de Chatbots em português pelo diretório Chatbots.org

Quem sabe logo vamos ter um chatbot que pode, além de filtrar conforme nossa necessidade as informações, realizar tarefas entregando solução e não mais atividades aos usuários.

12/03/2017 at 13:53 Deixe um comentário

Sobre o projeto de Destruição de Documentos do Senador Magno Malta

papelO projeto de lei do Senado n. 146 de 2007 http://www25.senado.leg.br/…/ativi…/materias/-/materia/80337 voltou à pauta nesta semana turbulenta em Brasília, foi desarquivado e está sob debate da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.O projeto autoriza a destruição do patrimônio documental brasileiro.

O projeto de Magno Malta PROJETO DE LEI DO SENADO nº 146, de 2007 já havia sido arquivado. Quando havia tramitado, tinha um projeto substitutivo PL 26/2010 http://www25.senado.leg.br/…/ativi…/materias/-/materia/96372 que acho tanto complicado quanto o que voltou, o 146.

A situação é que o Relator do projeto: Sen. José Maranhão fez um parecer pela aprovação, sem ter ouvido as partes, como arquivistas, empresas de ecm, juristas digitais, etc. Está para ir a votação (liberado para pauta), teremos de pressionar para sermos ouvidos.José Targino Maranhão
Telefones: (61) 3303-6490 / 6485 E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br

O projeto estabelece critérios sobre a digitalização, o armazenamento em meio eletrônico, óptico ou digital, e a reprodução dos documentos particulares e públicos arquivados, estes de órgãos públicos federais, estaduais e municipais, e de entidades integrantes da administração pública indireta das três esferas de poder político. Vale dizer que já temos uma base normativa, que envolve o modelo SIGAD + RDC-Arq, criado pelo CONARQ e que deve ser aplicado e está ocorrendo. Deveria ser discutida a viabilidade deste modelo, parece que não há o reconhecimento deste esforço técnico e de anos de trabalho coletivo e científico.

O mais perigoso para nossa história, nosso compromisso arquivístico para a autenticidade e confiabilidade do que a parte que dispões sobre a destruição de documentos originais. O projeto autoriza que após a digitalização e armazenamento em mídia óptica ou digital autenticada, os documentos em meio analógico poderão ser eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro processo adequado que assegure a sua desintegração, lavrando-se o respectivo termo de eliminação. Não quero nem tocar no assunto que isto é um ataque e um atentado ao patrimônio documental brasileiro, mas sabemos que a digitalização gera um Representante Digital que nunca será igual ao documento original por motivos diplomáticos e de garantia histórica e da verdade.

Para isso, a lei muda exatamente na validação não-científica de que os documentos digitalizados e armazenados em mídia ótica ou digital autenticada, bem como as suas reproduções terão o mesmo valor jurídico do documento original para todos os fins de direito. Neste momento devemos lembrar de questões tecnológicas que podem interferir na garantia de autenticidade, afinal a tecnologia não é infalivel, está aí toda a dúvida gerada nas apurações de urnas eletrônicas nas eleições, por exemplo.

Estabelece uma reserva de mercado e afirma que a digitalização de documentos e o armazenamento em mídia óptica ou digital autenticada serão realizados por empresas e cartórios devidamente credenciados junto ao Ministério de Estado da Justiça. Este tipo de reserva funcionaria bem num ecossistema estável e com instituições sólidas e as regras do jogo clara e requisitos arquivísticos definidos. Da forma como está é só cadastrar no ministério que está liberada a exploração do serviço, sem critérios técnicos algum.

O projeto de lei propõe ainda criar um novo mercado para os centenários e obscuros cartórios, que deverão autenticar as reproduções realizadas por particulares, nos termos desta lei, a fim de produzir efeitos perante terceiros, podendo ser solicitada e enviada eletronicamente, mediante a utilização de assinatura digital certificada, no âmbito da infra-estrutura do ICP-Brasil, pelo serviço de registro de títulos e documentos que detiver a mídia em seu acervo ou a efetivou.

Para encerrar, a lei ainda determina que o Poder Executivo, no prazo de 90 (noventa) dias, regulamentará a lei, indicando os requisitos para o credenciamento das empresas e cartórios autorizados a proceder à digitalização dos documentos, assim como os cartórios encarregados da autenticação e conservação das mídias ópticas ou digitais e autenticação de suas reproduções.

Precisamos urgente reagir como arquivistas organizados:

– precisamos exigir que a comissão ouça técnicos do Arquivo Nacional; Secretário(a): Ednaldo Magalhães Siqueira Telefone: 61 3303-3972 E-mail: ccj@senado.gov.br

– o relator https://www.facebook.com/pages/Gabinete-Senador-José-Maranhão-PMDB/1164043873625077?fref=ts precisa saber que existem requisitos importantes para garantir a autenticidade documental e que vai além do uso da ICP-Brasil;

– precisamos pressionar também o senhor Magno Malta https://www.facebook.com/magnomalta/?fref=ts para ele retirar o projeto e ouvir os arquivistas seja em Brasilia ou em vitoria (estamos em todos os lugares, quase);

– instituições científicas e de atuação profissional (alô ANPUH, FNArq) devem emitir Notas de Repúdio, Pareceres Contrários, ou qualquer outra tipologia que possa para mostrar aos senadores, à mesa do senado e à sociedade que nossos registros que hoje geramos será nossa história e este projeto atenta ao nosso direito de memória e atenta ao patrimônio documental já existente.

– O senador e os demais edis federais precisam entender que os documentos natodigtiais tem as condições de garantir a autenticidade e a confiabilidade, desde que ocorram numa cadeia de custódia ininterrupta. Ao contrário dos documentos digitalizadas que são representantes digitais de documentos arquivísticos, pois foram os originais que foram utilizados no decurso da ação. O nome já diz, são representantes digitais do verdadeiro documento que é o original.

24/11/2016 at 19:33 4 comentários

Livro Arquivologia 2.0 para download grátis

Para comemorar as 20.000 leituras do livro Arquivologia 2.0 no site da editora Bookess, disponibilizamos pela primeira vez gratuitamente o arquivo em PDF para download.

Para fazer o download basta acessar o site Academia.Edu

28/07/2016 at 20:31 Deixe um comentário

Curso Informação Digital: Mundo Digital 2.0

 

O prof. Charlley Luz ministrou aula para o curso GESTÃO DA INFORMAÇÃO PÚBLICA: DO IMPRESSO AO DIGITAL, que tinha como Objetivos: Disseminar uma ampla visão da gestão de documentos e da segurança da informação, indicando boas práticas, métodos e técnicas arquivísticas para a eficiente prática documental, para a preservação digital e para o processo administrativo e legislativo. Objetiva-se alcançar uma maior eficiência na gestão de processos de trabalho e, em especial, em relação às novas tecnologias da informação.

Conheça no site da Escola do Parlamento  mais detalhes e outras aulas do curso.

Curso: “Gestão da Informação Pública: do Impresso ao Digital”
Veja as vídeo-aulas:

Mundo 2.0 (Colaboração, Prosumer, Informação Digital) Parte 1

Fundamentos de Arquivo (Documento, gestão, princípios arquivísticos)  Parte 2

 

06/07/2016 at 23:22 Deixe um comentário

Precisamos falar mais sobre ontologia

ontologyMais do que uma moda na área de organização da informação, a ontologia surge como a ferramenta que faz a ponte entre a realidade dos homens e a realidade das máquinas. Neste caso, as máquinas que começam a ter mais inteligência por conta da internet das coisas e dos algoritmos de inteligência artificial, que cada vez mais operam a informação humana digital.

Foi Alan Turing que previu que “a inteligência das máquinas se tornaria tão penetrante, tão confortável e tão bem integrada à nossa economia baseada em informação que as pessoas sequer conseguiriam se dar conta disso.” (KURZWEIL, 2007, p. 108).Porém, para que as máquinas fiquem cada vez mais inteligentes é que surgem ferramentas como as ontologias.

A ontologia pode ser considerada como uma declaração de realidade, onde é verificada a existência e a relação entre conceitos em determinados campo de conhecimento. Isto é, podemos criar, por exemplo, uma ontologia sobre o futebol, onde as regras (do pênalti ao impedimento), os envolvidos (do bandeirinha ao gandula), o espaço físico (do campo ao vestuário), além dos objetivos do jogo são relacionados, formando laços entre si e mostrando sua interação, formando sentidos neste pequeno mundo que é o futebol.

Uma forma de definir ontologia é afirmando que é […] uma conceitualização formal de um domínio ou de uma parcela de realidade, com a qual podem operar diferentes aplicações software: – Os conceitos ou termos utilizados para a descrição servem como vocabulário comum (sintático e semântico) que favorece a comunicação e a interoperabilidade de recursos. Dão sentido pleno à informação ao situá-la dentro de um contexto. (MOREIRO GONZÁLES, 2011. p. 151). Logo, é formal porquê deve seguir determinados padrões e trazer sentidos comuns daquele determinado campo.

É nesse cenário que existe o ambiente de aplicação das ontologias, que é a Web Semântica. Este é o caminho que segue nossa rede, concebida em ambiente gráfico e estruturada pelos sistemas de organização do conhecimento existentes (taxonomias presentes no universo sintático). No ambiente da web semântica, elas são complementadas por ontologias e, por isso, cabe destacar o papel da organização da informação, tais como as técnicas de descrição arquivística, taxonomias navegacionais e outras que são realizadas e disponibilizadas em ambientes digitais.

O caminho da tecnologia da informação é incorporar cada vez mais as ontologias nas estruturações de bancos de dados e ambientes digitais, que abastecem os “cérebros” computacionais. É neste momento que humanizamos as máquinas, mostrando um pedaço de como é complexo nosso universo humano, mesmo que seja uma fatia da realidade ou um campo de conhecimento específico.

Citações:

MOREIRO GONZÁLEZ, J. A. Evolução ontológica das linguagens documentárias. Relato de uma experiência de curso organizado conjuntamente para o DT/SIBI-USP e o PPGCI/ECA. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 2, n. 1, p. 143-164, jun. 2011b. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/42339&gt;.

KURZWEIL, Ray. A era das máquinas espirituais. São Paulo: Aleph, 2007.

06/04/2016 at 11:18 Deixe um comentário

Software não substitui gestão

Passei por isso recentemente no LinkedIn

Pergunta: Boa tarde, por gentileza poderiam me indicar empresas especialista em gestão de arquivo, preciso de um software bem robusto.

Resposta: Cara Verônica, um software pode aumentar seus problemas. Você precisa entender que a gestão documental é realizada não só com a guarda de documentos importantes, mas com a eliminação segura e dentro de prazos de guarda corretos de documentos oficiais, fiscais, contábeis, administrativos e institucionais.

Assim, o ideal é começar revendo sua tabela de classificação e de temporalidade, caso não as tenha, saiba que sem elas não fará gestão documental. Definidas as regras do jogo, escolhe-se a ferramenta ideal para suportar as operações de gestão arquivística de documentos (que para a área pública é normalizada pela E-Arq Brasil, editado peno Conarq.

12/12/2015 at 17:51 Deixe um comentário

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