Curso Informação Digital: Mundo Digital 2.0

 

O prof. Charlley Luz ministrou aula para o curso GESTÃO DA INFORMAÇÃO PÚBLICA: DO IMPRESSO AO DIGITAL, que tinha como Objetivos: Disseminar uma ampla visão da gestão de documentos e da segurança da informação, indicando boas práticas, métodos e técnicas arquivísticas para a eficiente prática documental, para a preservação digital e para o processo administrativo e legislativo. Objetiva-se alcançar uma maior eficiência na gestão de processos de trabalho e, em especial, em relação às novas tecnologias da informação.

Conheça no site da Escola do Parlamento  mais detalhes e outras aulas do curso.

Curso: “Gestão da Informação Pública: do Impresso ao Digital”
Veja as vídeo-aulas:

Mundo 2.0 (Colaboração, Prosumer, Informação Digital) Parte 1

Fundamentos de Arquivo (Documento, gestão, princípios arquivísticos)  Parte 2

 

06/07/2016 at 23:22 Deixe um comentário

Precisamos falar mais sobre ontologia

ontologyMais do que uma moda na área de organização da informação, a ontologia surge como a ferramenta que faz a ponte entre a realidade dos homens e a realidade das máquinas. Neste caso, as máquinas que começam a ter mais inteligência por conta da internet das coisas e dos algoritmos de inteligência artificial, que cada vez mais operam a informação humana digital.

Foi Alan Turing que previu que “a inteligência das máquinas se tornaria tão penetrante, tão confortável e tão bem integrada à nossa economia baseada em informação que as pessoas sequer conseguiriam se dar conta disso.” (KURZWEIL, 2007, p. 108).Porém, para que as máquinas fiquem cada vez mais inteligentes é que surgem ferramentas como as ontologias.

A ontologia pode ser considerada como uma declaração de realidade, onde é verificada a existência e a relação entre conceitos em determinados campo de conhecimento. Isto é, podemos criar, por exemplo, uma ontologia sobre o futebol, onde as regras (do pênalti ao impedimento), os envolvidos (do bandeirinha ao gandula), o espaço físico (do campo ao vestuário), além dos objetivos do jogo são relacionados, formando laços entre si e mostrando sua interação, formando sentidos neste pequeno mundo que é o futebol.

Uma forma de definir ontologia é afirmando que é […] uma conceitualização formal de um domínio ou de uma parcela de realidade, com a qual podem operar diferentes aplicações software: – Os conceitos ou termos utilizados para a descrição servem como vocabulário comum (sintático e semântico) que favorece a comunicação e a interoperabilidade de recursos. Dão sentido pleno à informação ao situá-la dentro de um contexto. (MOREIRO GONZÁLES, 2011. p. 151). Logo, é formal porquê deve seguir determinados padrões e trazer sentidos comuns daquele determinado campo.

É nesse cenário que existe o ambiente de aplicação das ontologias, que é a Web Semântica. Este é o caminho que segue nossa rede, concebida em ambiente gráfico e estruturada pelos sistemas de organização do conhecimento existentes (taxonomias presentes no universo sintático). No ambiente da web semântica, elas são complementadas por ontologias e, por isso, cabe destacar o papel da organização da informação, tais como as técnicas de descrição arquivística, taxonomias navegacionais e outras que são realizadas e disponibilizadas em ambientes digitais.

O caminho da tecnologia da informação é incorporar cada vez mais as ontologias nas estruturações de bancos de dados e ambientes digitais, que abastecem os “cérebros” computacionais. É neste momento que humanizamos as máquinas, mostrando um pedaço de como é complexo nosso universo humano, mesmo que seja uma fatia da realidade ou um campo de conhecimento específico.

Citações:

MOREIRO GONZÁLEZ, J. A. Evolução ontológica das linguagens documentárias. Relato de uma experiência de curso organizado conjuntamente para o DT/SIBI-USP e o PPGCI/ECA. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, v. 2, n. 1, p. 143-164, jun. 2011b. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/incid/article/view/42339&gt;.

KURZWEIL, Ray. A era das máquinas espirituais. São Paulo: Aleph, 2007.

06/04/2016 at 11:18 Deixe um comentário

Software não substitui gestão

Passei por isso recentemente no LinkedIn

Pergunta: Boa tarde, por gentileza poderiam me indicar empresas especialista em gestão de arquivo, preciso de um software bem robusto.

Resposta: Cara Verônica, um software pode aumentar seus problemas. Você precisa entender que a gestão documental é realizada não só com a guarda de documentos importantes, mas com a eliminação segura e dentro de prazos de guarda corretos de documentos oficiais, fiscais, contábeis, administrativos e institucionais.

Assim, o ideal é começar revendo sua tabela de classificação e de temporalidade, caso não as tenha, saiba que sem elas não fará gestão documental. Definidas as regras do jogo, escolhe-se a ferramenta ideal para suportar as operações de gestão arquivística de documentos (que para a área pública é normalizada pela E-Arq Brasil, editado peno Conarq.

12/12/2015 at 17:51 Deixe um comentário

“É uma ajuda para quem quer entender os tempos atuais”

Charlley Luz – Entrevista sobre o livro Primitivos Digitais

O que te motivou a escrever o seu novo livro, Primitivos Digitais?

Resolvi escrever um livro que mostra como encarar novas tecnologias e técnicas com uma abordagem arquivística. Enquanto as novas gerações já nascem sabendo utilizar de forma intuitiva as ferramentas digitais, nós que aqui chegamos antes, precisamos compreender como abordar isso. Obviamente que a abordagem serve também para a nova geração, afinal é um diálogo sobre o que está acontecendo hoje e a área da arquivologia. Enquanto a geração internet nativa assume seus postos, seguimos nós, profissionais da informação, arquivistas e bibliotecários, responsáveis em organizar e preservar este volume imenso de informação que ultrapassa os terabytes diários.

E de que novas tecnologias você fala? 

O livro tem três grandes partes, na primeira chamada “Nosso Primitivismo”, falo um pouco do contexto e se seremos lembrados no futuro. Produzimos com nossas ferramentas tecnológicas, ainda em evolução, os documentos que serão observadas no futuro como os registros de uma época. Quão primitivos iremos parecer? A resposta pode gerar algum temor, mas a preocupação é o combustível para fazermos o melhor que pudermos para que as diversas predições negativas sejam negadas quando o futuro chegar. Na segunda parte do livro, “Mapas e Estruturas”, abordo a curadoria da Informação Digital, a Arquitetura da informação, falo da evolução da estrutura da informação e chego a relacionar a taxonomia com a Inteligência Artificial. Acabo, então, na terceira parte do livro chamada “Ferramentas e Tecnologias” falando um pouco de inovação tecnológica e temas como Big Data, gestão do conhecimento e do conteúdo. Falo também das mídias sociais e ferramentas da web, redes segmentadas e até de aplicativos para Smartphones.

Você acha o que o livro acrescenta nas pessoas, nos profissionais da informação e arquivistas? 

O livro desafia o leitor acostumado aos documentos tradicionais a encarar a nova etapa informacional da humanidade, baseada em plataformas digitais. É uma ajuda para quem quer entender os tempos atuais. Obviamente não consigo abordar todos os temas completos, mas o exercício da abordagem arquivística também mostra caminhos que podemos começar a exercitar na academia e em nossos locais de trabalho. O posfácio de Vanderlei Batista dos Santos também é muito interessante, pois consegue fazer um grande resumo de tudo que expus e leva, para a área e de forma direcionada, a discussão proposta.

Charlley Luz é arquivista, professor da pós-graduação em gestão de documentos da FESPSP e consultor em estratégia de informações e ambientes digitais da Feed Consultoria. Autor dos livros Arquivologia 2.0, A informação Digital Humana e Primitivos Digitais, Uma abordagem Arquivística, recentemente lançado.

Publicado originalmente no Olhar Arquivístico

02/11/2015 at 08:17 Deixe um comentário

Um serviço especializado de informação

Que tal explorarmos um pouco mais o Serviço Especializado de Informação? Entender seu papel e desafios como prestador de serviço.

Continue Reading 20/02/2015 at 09:33 Deixe um comentário

Contexto: para entender o usuário de um serviço de informação

Os estudos de contexto visam identificar a necessidade do usuário, a busca e uso da informação e veremos, agora, em qual situação isso se dá.

Continue Reading 18/01/2015 at 18:47 2 comentários

Usuários, conceitos, estudos de necessidades e métodos de estudo

os estudos de usuários visam verificar estas necessidades informacionais através de variáveis que o utilizador demanda.

Continue Reading 17/12/2014 at 10:07 Deixe um comentário

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